O Bitcoin e a Inflação

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O Bitcoin e a Inflação

Será que um bitcoin pode valer muito no futuro? Esse é o primeiro grande ponto de que vale a gente explicar porque algo que já falamos recorrentemente, vários analistas comparando a circulação do valor total do bitcoin pegando toda a circulação mais de 17 milhões e 400 mil bitcoins que estão agora em circulação, vezes o preço que dá bilhões de dólares, mas comparando isso com o M1 de vários países, se situaria em uma determinada posição.

Vários anos desde a primeira vez que nós vimos essa comparação, essa comparação na verdade está errada, não é comparar o M1, com o bitcoin, pois o M1 não é comparável, o que tem que ser comparado é a base monetária, e por que isso? Primeiro o M1 ele considera todo o papel moeda em circulação, não apenas as notas de dinheiro em papel, mas também moedas metálicas, mais os depósitos à vista nos bancos comerciais, essa é a definição na maior parte dos países essa é dessa forma que é computada a essa estatística, esse agregado monetário M1.

Um papel moeda mais depósitos à vista nos bancos comerciais, e por que eu digo que isso não é o equivalente a circulação do bitcoin, porque isso não é a base monetária, o que é a base monetária, base monetária realmente ela hoje é o ativo final que é o papel moeda emitido pelo banco central, mas os depósitos dos bancos comerciais no banco central o que se chama das reservas bancárias ou reserve balances em inglês. Isso é base monetária e porque inclui os dois papéis moedas emitido mais reservas bancárias, porque a reserva bancária pode ser facilmente convertida em papel moeda, e essa é a base monetária porque esse é o objetivo final.

Os depósitos à vista nos bancos comerciais não é o ativo final, um depósito à vista é uma promessa de pagamento, é uma dívida que o banco tem com o cliente e o cliente pode demandar e sacar, sacando o papel moeda que esse realmente é o ativo final no sistema vigente atual, só no sistema financeiro monetária vigente, o ativo final é o papel moeda, então quando a gente compara a base monetária e olha o bitcoin por exemplo, a circulação do bitcoin essa deveria ser a comparação correta. Base monetária de um lado das moedas fiduciárias, com os o total de bitcoin em circulação, porque o bitcoin em circulação, a unidade de bitcoin também não é passível de ninguém, e não é promessa de nada.

Um bitcoin ele é o ativo em si mesmo, é a própria mercadoria e da mesma forma com uma oferta de ouro, então todas as barras de ouro e moedas de ouro, todo o ouro que foi extraído da terra inclusive os que estão circulando na forma de joias por exemplo, ou adorno isso também é ouro que foi extraído e a gente pode considerar como base monetária, porque o ouro é facilmente convertido em moedas ou em lotes e essa é a comparação, então base monetária das moedas fiduciárias com um total de ouro em circulação que foi extraído, e um total de bitcoins que já estão em circulação e que foram criados.

Essa é a comparação correta não é com o M1, mas é muito interessante porque isso é uma análise da inflação da base monetária de diversas moedas fiduciárias, da inflação de ouro e da inflação do bitcoin, então falamos em inflação que é o aumento da quantidade de dinheiro dessa base monetária, e não a inflação de preços ao índice que mede quanto uma moeda se deprecie ou não, não é isso a inflação da base monetária, inflação em quantidade de dinheiro, que na nossa concepção é até a definição correta da inflação, mas isso é assunto pra outro momento, pois bem nós falamos sobre isso nessa análise é engraçado que tem aqui um fato curioso que tem uma tabela bem interessante e mostra qual é o ranking do país, e qual é o ranking da sua base monetária multiplicado pelo preço em dólar, então qual é qual seria a comparação da base monetária.

No caso do Brasil por exemplo, nós somos a sétima economia em termos de pib, mas a base monetária nós estamos apenas na 18ª posição, e uma coluna bastante importante aqui bem interessante de se analisar, no caso na análise feita, a partir de quando começam a falar de dados no caso do brasil começou em 1969, começa essa compilação e no estudo feito a maior parte dos das moedas começa também nessa parte, que foi efetivamente quando o mundo estava já se desvinculando na véspera de se desvincular do ouro, e abandonar o ouro como âncora de valor, onde o mundo passou a funcionar da forma que hoje ele impera o sistema monetário funcional vigente, onde todas a moeda fiduciária não são conversíveis em nada não são restituíveis em ouro, em absolutamente nada e foi no finalzinho da década de 60.

E analisando isso, é uma coluna bem interessante, em quanto tempo a base monetária dobra, então passa de 100 para 200 em quanto tempo isso acontece, no caso do dólar isso acontece a cada oito anos em média, então a cada oito anos multiplica-se por 2 ou dobra a base monetária americana, no caso do brasil isso é cada um ano porque é muito mais tempo? Porque a cada um ano a base monetária no brasil se multiplicou, por que a gente vivenciou aqueles períodos de alta inflação de hiperinflação na década de 70, principalmente década de 80 e início da década de 90.

Tivemos diversas moedas, houve um episódio que foi difícil compilar os dados do brasil porque tivemos mudanças de moeda, cortes de zero e fazer essa análise ao longo do tempo não é uma tarefa fácil. Enfim então o nosso caso seria multiplicado a cada um ano, sem dúvida que se a gente fizesse essa analise a partir de 94 quando começou a funcionar o plano real seria diferente a foto, mas considerando desde então, desde dezembro de 1969 a nossa base monetária multiplica a cada um ano e olhando todas as moedas fiduciária desses 31 países que chega a um total de 19.9 Trilhões de dólares, essa é a soma de todas as bases monetárias de todos os países aqui nessa lista 19.9 trilhões de dólares, essas moedas, essas bases monetárias elas dobram a cada 5.7 anos, e é claro que isso tem repercussões no nível de preços, e no poder de compra da moeda, na depreciação de cada moeda fiduciária.

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