Nosso Dinheiro é uma Divida

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Nosso dinheiro é uma divida

Dentre os economistas há um debate em torno da origem da essência do dinheiro de um lado aqueles que acreditam que o dinheiro ou a moeda é nada mais do que uma mercadoria e dos outros aqueles que acreditam que o dinheiro é uma dívida, é um crédito, e que a história da dívida é necessariamente a história da moeda.

Nesse debate monetário nós temos de um lado os teóricos que se identificam com as ideias do Carl Menger, que é o economista austríaco que é um dos pais fundadores da chamada escola austríaca de economia, e que escreveu bastante sobre o dinheiro inclusive tem um livreto sobre a origem do dinheiro onde ele fala exatamente que o dinheiro é essencialmente uma mercadoria, uma commodity que emerge que é adotada e escolhido utilizado de forma voluntária pelos indivíduos no mercado, e acaba ganhando cada vez mais liquidez até o ponto de se tornar um meio de troca universalmente aceito ou dinheiro.

E no outro lado do debate estão aqueles teórico que hoje poderia dizer que estão mais bem representados ou ilustrados ou seu maior expoente é o escritor David Gravier  que escreveu um livro chamado Dívida os primeiros cinco mil anos, e embora não acredite ou não concorde com a ideia que o dinheiro é essencialmente, a origem do dinheiro é dívida eu não consigo discordar de que hoje sim o nosso dinheiro é uma dívida, nosso papel moeda que a gente, o nosso dinheiro de curso legal que é de curso legal forçado, ele sim é um passivo é um passivo de quem, é um passivo emitido pelo estado ou pelo banco central, ou pela entidade que o emite.

Então o nosso dinheiro hoje sim é uma dívida, mas nem sempre foi assim porque o dinheiro no passado ele era lastreado em alguma coisa, hoje não é lastreado em mais nada, não é restituível não é conversível em nada, então o dinheiro no passado ele sim era uma commodity, ou pelo menos se as dívidas emitidas pelos bancos centrais, ou pelos tesouros dos governos elas eram dívidas para essa entidade elas eram resgatáveis em alguma commodity, o padrão ouro era essencialmente isso.

Então o dólar, a libra e diversas outras moedas, que são as moedas correntes eram nada mais do que denominações ou definições de alguma unidade, algum peso ou massa de algum conteúdo material, de alguma commodity material, normalmente o ouro ou prata essas duas commodity desses dois metais preciosos foram as mercadorias mais usadas como dinheiro, e com o padrão monetário, então realmente o dólar no passado ele era resgatável, ele era restituível, a gente poderia converter o em ouro e o dólar  era nada mais do que uma unidade de peso, uma definição de ouro.

Então um dólar por exemplo era definido lá no padrão, um padrão ouro clássico, ou melhor  1 dólar é definido como um vinte avos de uma onça troy de ouro, essa definição de um dólar, então um dólar sempre significava um vinte avos de ouro, então essa era essa medida de dólares assim como outras moedas também, mas esse estado de coisas deixou de existir em o dólar também não é mais conversível em ouro, e não é mais lastreado, ou não pode ser restituído e nem é mais definido como um peso, certo peso de ouro pelo menos desde 1971 no dia 15 de agosto de 1971, quando o presidente Richard Nixon fechou a janela do ouro simplesmente acabando naquele momento com o padrão monetário vigente na época chamado de bretton woods .

Foi feito um anúncio transmitido ao vivo em rede nacional de televisão pelo então presidente Richard Nixon é que foi chamado depois de o choque do Nixon, porque muita gente isso foi uma medida extremamente drástica que poucos esperavam, porque naquele momento Nixon fechava a chamada janela do ouro, onde o dólar poderia ser convertido em ouro, então o dólar era ainda uma moeda conversível no metal precioso e a partir daquele momento 15 agosto de 1971 isso não mais poderia ser feito por nenhum banco central, mas na verdade que muitos economistas ou pelo menos vários autores e teóricos já alertavam que isso poderia acontecer, os eventos do final dos anos 60, e início dos anos 70 em termos do sistema monetário vigente, na verdade era algo bastante previsível e o desequilíbrios e a instabilidade e o que veio a acontecer em 1971, com o final do colapso do então sistema de bretton woods, era algo que foi pelo menos diagnosticado e prognosticado por muitos autores.

A verdade é que esse sistema de bretton woods, onde ele de alguma forma ele já continha as sementes da própria ruína, esse sistema baseado no dólar então o padrão monetário no final das contas foi o dólar, e o dólar lastreado contendo uma paridade fixa com relação ao ouro e os países, poderiam converter dólar em ouro e o faziam recorrentemente era um sistema que tinha sérios problemas, e vários economistas já alentavam, e tem alguns que vale a pena citar como por exemplo falar um pouco das origens do sistema de bretton woods, é o economista Húngaro americano Melchior Palyi, esse livro é muito interessante ele fala sobre a era do Twilight of Gold de 1914 o início da primeira guerra mundial até 1936, onde ele faz uma análise desse período enquanto inclusive passando pelo período onde o mundo saiu do padrão ouro, tentou voltar ao padrão ouro e até passando por 1933 que foi um ano em que então o presidente americano Franklin Delano Roosevelt, simplesmente confiscou o ouro dos cidadãos americanos, estão tornou uma prática ilícita a posse privada de ouro, algo que pouca gente por sinal sabe.

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